A Universidade Politécnica de Tomar (UPT) assinalou, a 21 de outubro, a abertura solene do ano letivo 2026/2027, a primeira desde a mudança de estatuto da instituição, numa cerimónia em que o reitor, João Freitas Coroado, criticou o subfinanciamento do ensino superior e destacou investimentos em infraestruturas, investigação e alojamento estudantil.
Na cerimónia, realizada no Auditório Doutor José Bayolo Pacheco de Amorim, no campus de Tomar, o responsável defendeu a necessidade de corrigir desigualdades entre instituições universitárias e politécnicas e alertou para os efeitos da concentração de estudantes nas grandes cidades e no litoral do país.
João Freitas Coroado considerou que o ensino superior atravessa uma fase de perturbação, marcada por um modelo de financiamento que classificou como «subfinanciado, desigual e fundamentado na aplicação cega da fórmula de financiamento», promovendo a competição entre instituições em detrimento da cooperação.
O reitor criticou igualmente alguns processos de avaliação e acreditação da oferta formativa, considerando que propostas inovadoras encontram, por vezes, resistência nos mecanismos de supervisão, com consequências para a atividade das instituições.
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