Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao preço da compra de habitação no 2.º trimestre de 2026 foram revelados na sexta-feira e, em conjunto com os valores das rendas recentemente publicados, dão-nos dados concretos para um debate que está a gerar grande tensão social no país.
Na madrugada deste domingo, 25 de outubro, as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, foram desmontadas à força pela polícia, poucas horas depois de milhares de pessoas terem saído à rua em manifestações pacíficas em várias cidades do país, entre elas Torres Novas. Na intervenção policial foram detidos 31 manifestantes (25 em Lisboa e 6 no Porto) e 11 pessoas ficaram feridas (8 civis e 3 agentes), segundo dados da PSP.
Esta é uma história que parece longe de ter o seu ponto final. A crise da habitação agravou-se de forma muito rápida e por cada metro quadrado que encarece há mais jovens a adiar a saída de casa dos pais, um trabalhador que já não consegue morar perto do emprego, um idoso que teme o fim de um contrato antigo.
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