Os azulejos que existiam no Claustro da Lavagem do Convento de Cristo foram todos retirados e encaixotados durante as obras de restauro que estão na sua fase final.
Esta intervenção, que promete gerar polémica, não foi anunciada e vai dar uma imagem diferente ao claustro do séc. XV.
É certo que até meados do séc. XX o claustro da Lavagem estava em ruínas, sobretudo o 1º piso e foi na década de 40 do século passado que a DGMEN – Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, reconstruiu o claustro usando materiais da época e reaproveitando colunas e capitéis originais encontrados nos escombros para reconstruir a galeria.
Os azulejos agora removidos, que revestiam as paredes do claustro, tinham padrões seiscentistas em tons de azul e branco.
Para a remoção dos azulejos, os técnicos argumentam que o objetivo é tornar o claustro mais gótico.
O betão foi disfarçado e o branco das paredes vai dar lugar a uma cor ocre. Sabemos também que o objetivo é tornar o rés-do-chão visitável. É aí que se encontram largas dezenas de peças arqueológicas recolhidas nas diferentes escavações realizadas em Tomar.
Sobre estes trabalhos de restauro, “Tomar na Rede” enviou um conjunto de questões ao Instituto do Património, mas até ao momento não recebemos resposta.
Vários espaços ainda encerrados
Entretanto, continuam encerrados ao público vários espaços que também estão a ser intervencionados como parte da Charola e do claustro principal, o piso térreo do claustro de Santa Bárbara, o terraço sul e acesso à horta dos Frades, parte do claustro dos Corvos, o terraço da Cera do Claustro principal e a Casa do Forno no Claustro da Micha.
O claustro da Lavagem já sem azulejos
Fotos captadas a 13 de setembro de 2026
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