A União representa cerca de 200 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) nos 21 concelhos do distrito de Santarém, onde, segundo Luís Jacob, é cada vez mais difícil recrutar e reter enfermeiros, educadores de infância, técnicos especializados e trabalhadores de apoio direto.
A falta destes profissionais pode comprometer o cumprimento dos requisitos legais de funcionamento de algumas respostas sociais, designadamente na educação pré-escolar, advertiu.
O dirigente apontou também a dificuldade em encontrar pessoas disponíveis para integrar voluntariamente os órgãos sociais das instituições, que considera outro fator de risco para a sua continuidade.
“Se não forem tomadas medidas, algumas instituições poderão ser obrigadas a reduzir atividades, adiar investimentos ou reconsiderar a continuidade de determinadas respostas”, alertou.
Questionado sobre situações de risco concreto de encerramento, o responsável disse não poder identificar casos por razões de confidencialidade, mas apontou como mais vulneráveis as pequenas IPSS com centro de dia e serviço de apoio domiciliário (SAD), cujo reduzido número de utentes dificulta a sustentabilidade financeira.
Segundo Luís Jacob, os custos com pessoal, alimentação, energia, transportes e manutenção têm aumentado sem que as comparticipações públicas acompanhem suficientemente as despesas, deixando muitas instituições com pouca margem para investir ou constituir reservas.
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