A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia de Abrantes esteve encerrada 32 dias até meados de setembro, contra 50 em todo o ano de 2025, informou a ULS Médio Tejo, que aponta a falta de especialistas como principal dificuldade.
“A génese dos constrangimentos reside na escassez de médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia”, refere a Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo, presidida por Casimiro Ramos, acrescentando que a dificuldade afeta tanto o quadro próprio como o recurso a prestadores de serviços.
A informação escrita da ULS foi lida na terça-feira pelo presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), na reunião do executivo de terça-feira, após um pedido de esclarecimentos do autarca sobre os períodos de encerramento, motivos, encaminhamentos e recursos humanos do serviço.
O pedido surgiu depois de, na reunião de Câmara de 08 de setembro, o vereador Nuno Serras (Chega) ter questionado os constrangimentos da urgência obstétrica e solicitado dados sobre os períodos de indisponibilidade e o encaminhamento das grávidas.
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