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A organização ambientalista Quercus defendeu a criação de um plano “estruturado e abrangente” para controlar o aumento de javalis nas zonas urbanas, considerando insuficiente o projeto-piloto do Governo de incentivo ao abate.

“A gestão populacional do javali em Portugal deve ser enquadrada, na opinião da Quercus, através de um Plano de Ação estruturado e abrangente, com medidas multisectoriais que abordem a raiz do problema e apresentem resultados a longo prazo”, refere a associação, em comunicado.

A posição da organização ambientalista surge numa altura em que se têm registado problemas em diferentes regiões do país, como danos na agricultura e acidentes rodoviários, devido à presença dos javalis.

A associação considera que “antes de pagar pelo abate dos animais, é preciso saber se e onde existem efetivamente densidades excessivas”, sublinhando que o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) fala em “correção de densidade, pelo que pagar por cabeça e abater o maior número possível de animais não significará necessariamente um resultado eficaz e uma redução dos prejuízos”.

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