O Médio Tejo alcançou uma taxa de sucesso de 99,6% no ataque inicial aos incêndios rurais em 2026, destacou hoje a Proteção Civil, num balanço que aponta 282 ocorrências e cerca de 400 hectares ardidos.
“Foi um ano complicado, como tínhamos antecipado, mas considero que foi um ano de excelência”, afirmouo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, no balanço apresentado em Torres Novas.
O responsável destacou que apenas um dos 282 incêndios registados nos 11 municípios ultrapassou os 90 minutos de resolução, colocando o Médio Tejo no primeiro lugar nacional em eficácia no ataque inicial, segundo o comandante.
“Foi um trabalho extraordinário de todas as entidades”, salientou, atribuindo os resultados ao “ataque inicial musculado”, ao pré-posicionamento de meios e à mobilização de recursos terrestres e aéreos.
O balanço, com dados até 15 de outubro, revela mais 76 ocorrências do que em 2025, quando foram contabilizados 206 incêndios, enquanto a área ardida subiu de 113 para cerca de 400 hectares.
Apesar deste aumento, a área ardida ficou 78% abaixo da média dos cinco anos anteriores, de 1.820 hectares, influenciada pelos grandes incêndios de 2022.
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