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Quando, há alguns anos, ouvi o então CEO do Novo Banco, António Ramalho, dizer que “Santarém devia estar para Lisboa como Braga está para o Porto”, percebi que a frase resumía, com notável simplicidade, aquilo que tantas vezes nos falta: ambição estratégica.

Não falamos apenas de Santarém, mas de toda esta larga faixa do território português - a Lezíria, o Médio Tejo e o Oeste - que continua subaproveitada no seu potencial económico e humano.

Com a criação da NUT II Oeste e Vale do Tejo (OVT), aprovada pela União Europeia em 2023, abriu-se uma nova página na história do desenvolvimento regional. Pela primeira vez, este espaço comum que reúne 34 municípios e mais de 800 mil habitantes ganha escala estratégica própria. Dispomos de indústria sólida, agroindústria de excelência, capacidade exportadora, inovação tecnológica e uma localização invejável entre Lisboa e o Centro.

Esta nova configuração territorial permite planear em conjunto, integrar políticas públicas, coordenar programas de investimento e ganhar massa crítica para competir em pé de igualdade com as regiões mais dinâmicas do país. É, sem dúvida, uma oportunidade única para reforçar a coesão territorial e projetar um crescimento sustentável.

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