Uma moradora do centro histórico do Sardoal pediu que o relógio da Igreja Matriz deixe de tocar durante a noite, entre as 23h00 e as 07h00, alegando que as badaladas frequentes perturbam o seu descanso e dificultam o sono. A Câmara reconhece a sensibilidade do assunto e admite reforçar as diligências junto da Igreja.
O pedido foi apresentado por Adília Maia na reunião pública do executivo municipal de 14 de outubro, através de uma exposição na qual descreveu os incómodos provocados pelo funcionamento do relógio da Igreja Matriz, localizada nas proximidades da sua habitação.
Segundo explicou, o mecanismo assinala os quartos de hora, as meias horas e as horas completas, com uma sequência de badaladas que se prolonga ao longo da noite.
A título de exemplo, referiu que, à meia-noite, chegam a ouvir-se 16 badaladas e que às quatro da manhã são oito.
“Quem ouve as badaladas muito próximo, nomeadamente durante o sono noturno, pode acordar, como é o meu caso, e encontrar enorme dificuldade em readormecer”, afirmou a residente.
A munícipe defendeu que o relógio poderia continuar a funcionar durante o dia, suspendendo apenas os sinais sonoros no período noturno, sem comprometer a tradição associada ao monumento religioso.
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