Entre tradição e criatividade, os dois artesãos procuram preservar uma identidade que consideram importante manter viva, recuperando técnicas e objetos ligados à história local e adaptando-os a novos usos e públicos. Nas Festas do Concelho, que decorrem até 22 de setembro, Célia Santos e Rui Dias apresentam as suas peças e dão visibilidade a duas tradições artesanais profundamente ligadas ao Sardoal.
Há objetos que contam a história de um território. No Sardoal, os leques de palha e as malas de folha de Flandres produzidas artesanalmente são dois desses exemplos. Feitos à mão, sem moldes e com matérias-primas e técnicas muito particulares, os dois produtos tornaram-se parte da identidade do concelho e, nos últimos anos, voltaram a ganhar visibilidade pelas mãos de Célia Santos e Rui Dias.
Célia, de 53 anos, começou a trabalhar os leques no ano 2000, depois de um desafio lançado por Luís Gonçalves, então vice-presidente da Câmara Municipal de Sardoal e vereador da Cultura. O gosto pela história local, pelas raízes e pela cultura do concelho era algo que Célia já partilhava e foi precisamente aí que surgiu o desafio: recuperar uma tradição que, naquele momento, estava praticamente desaparecida.
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