A Câmara do Entroncamento contratou os estudos económicos necessários à criação da Polícia Municipal, enquanto o sistema de videovigilância, com 55 câmaras previstas, continua por instalar, anunciou o presidente da autarquia.
Nelson Cunha (Chega) revelou, na última reunião pública do executivo, que a empresa responsável pelos estudos já foi contratada, em resposta às críticas da oposição sobre a demora na concretização das medidas de segurança anunciadas no início do mandato.
O autarca explicou que a adaptação das antigas instalações da PSP, destinadas a acolher a futura Polícia Municipal e outros serviços municipais, depende do reaproveitamento de materiais provenientes da demolição de um estabelecimento escolar.
A criação da Polícia Municipal foi questionada pelo vereador Ricardo Antunes (PS), que recordou que, numa reunião realizada em abril, o presidente tinha apontado para um processo com uma duração aproximada de dois anos e anunciado que as obras de adaptação do edifício avançariam rapidamente.
“A Polícia Municipal não se cria sozinha”, afirmou o vereador, alertando para a necessidade de acelerar os procedimentos, que incluem aprovação governamental, recrutamento e formação dos agentes, esta última com uma duração estimada de nove meses.
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