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Um antigo seminário na Aldeia Nova, freguesia do Olival, no concelho de Ourém, transformou-se num espaço de recuperação física e emocional para militares ucranianos feridos na guerra contra a Rússia. Onde durante décadas centenas de rapazes receberam formação espiritual, hoje encontram abrigo soldados e famílias marcados por um conflito que se prolonga desde fevereiro de 2022.

Entre os que chegaram a Portugal no início de outubro está Serghii Nazarenko, de 32 anos, natural de Kiev, que perdeu parte de uma perna quando uma mina antipessoal o atingiu, em outubro de 2024, na região de Lugansk, no leste da Ucrânia.

Antes da guerra, trabalhava numa empresa de telecomunicações. Juntou-se às Forças Armadas em fevereiro de 2022, quando começou a invasão russa em larga escala, e hoje necessita de uma prótese para se deslocar.

Apesar das consequências físicas, garante que não é a amputação que guarda como a recordação mais dolorosa.

“A minha pior memória, sem dúvida, não é a minha lesão. A pior memória da guerra é quando perdes os teus companheiros, quando vês as suas mortes e vais aos seus funerais”, contou à agência Lusa, depois de uma sessão de magnetoterapia no Centro de Reabilitação Fénix.

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