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Está instalada a polémica em Tomar. Pela primeira vez a câmara vai cobrar bilhetes nos concertos da feira de Santa Iria e isto acontece no ano em que a feira assinala 400 anos de existência.

Samuel Fontes, o vereador responsável, argumenta com a sustentabilidade do evento. Mas a oposição na autarquia e a maior parte dos comentários nas redes sociais arrasam a decisão inédita de cobrar bilhetes nos concertos da feira que decorrem de 16 a 25 de outubro na Várzea Grande.

É certo que há autarquias que têm como política entradas pagas nos espetáculos durante as suas festas anuais, como Viseu, por exemplo. Ourém ensaiou a cobrança de entradas um ano, mas acabou por abandonar a ideia.

No caso da feira de Santa Iria, é habitual o evento dar prejuízo e é isso que a câmara de Tomar pretende evitar ou pelo menos minimizar.

Até ao momento não se sabe qual o orçamento da feira, qual o cachet dos artistas, quanto custa o aluguer das tendas, quanto se vai gastar em segurança e na montagem das instalações elétricas, etc. Até ao momento não foi publicado qualquer contrato no portal Base relativo à feira de Santa Iria.

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