A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) contestou os dados do Movimento pelo Tejo - proTEJO e da associação ZERO sobre os caudais mínimos do rio Tejo, afirmando que não houve dias de caudal zero no ano hidrológico 2025/2026.
Em comunicado enviado às redações, na sequência do alerta divulgado pelas duas organizações ambientalistas, a APA sustenta que os valores apresentados não correspondem aos dados utilizados para verificar o cumprimento do regime de caudais estabelecido pela Convenção de Albufeira.
O proTEJO - Movimento pelo Tejo e a associação ambientalista ZERO alertaram, em 01 de outubro, que o mínimo diário de um hectómetro cúbico (hm3) acordado entre Portugal e Espanha não foi cumprido em 14 dias do ano hidrológico 2025/2026, cinco dos quais com caudal nulo.
As organizações basearam a análise em dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) relativos às afluências à albufeira de Fratel entre 01 de outubro de 2025 e 28 de setembro deste ano.
A APA contrapõe que a Convenção de Albufeira define a barragem de Cedillo, em Espanha, como secção de controlo dos caudais provenientes do país vizinho, sendo os volumes aí libertados a referência para avaliar o cumprimento das obrigações espanholas.
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