O proTEJO e a ZERO alertaram hoje que o caudal mínimo diário acordado entre Portugal e Espanha para o Tejo continua por cumprir, apontando 14 dias abaixo daquele valor no último ano hidrológico, cinco dos quais com caudal nulo.
Em comunicado conjunto divulgado no Dia Nacional da Água, o proTEJO - Movimento pelo Tejo e a associação ambientalista ZERO indicam que dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), relativos às afluências à albufeira do Fratel entre 01 de outubro de 2025 e 28 de setembro deste ano, mostram que não foi assegurado em todos os dias o mínimo de um hectómetro cúbico (hm3), equivalente a cerca de 11,6 metros cúbicos por segundo (m3/s).
As duas organizações, uma das quais, o proTEJO, com sede em Vila Nova da Barquinha, recordam que o compromisso alcançado entre Portugal e Espanha em setembro de 2024 previa a distribuição pelos sete dias da semana dos 7 hm3 até então estabelecidos como caudal mínimo semanal.
“Não cumpriram o hectómetro cúbico que estava previsto nesse novo acordo”, disse o porta-voz do proTEJO, Paulo Constantino, considerando “vinculativo” o compromisso alcançado entre os dois países em 2024.
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