“Queremos que possa fazer efeito o mais rápido possível”, disse o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), apontando a subida dos combustíveis e do custo de vida, agravada pela guerra na Ucrânia, como razões para avançar agora.
O autarca apresentou na terça-feira a intenção numa reunião do executivo municipal de Abrantes, propondo um “pacto” aos vereadores da oposição para viabilizar a medida, cujo acréscimo de despesa estimou em mais de meio milhão de euros por ano.
Atualmente, os alunos do escalão A não pagam as refeições, os do escalão B suportam apenas uma parte e os restantes cerca de 1,46 euros, ficando a maior parcela do custo, que ronda 5 euros por refeição, a cargo do município.
Segundo Valamatos, a Câmara suporta atualmente cerca de 140 mil euros mensais com refeições escolares e pretende que nenhum aluno, do pré-escolar ao 12.º ano, tenha de pagar pela alimentação na escola.
“Esta situação económica não está só a atingir as famílias com mais fragilidade. Está a atingir todas as nossas famílias”, afirmou, considerando que a gratuitidade poderá representar uma poupança mensal significativa, sobretudo para agregados com mais do que um filho.
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