Gestão de Empresas foi o curso com mais colocações nesta fase. Vários cursos, sobretudo nas áreas tecnológicas e de engenharia, mantêm uma elevada disponibilidade de vagas.
A 2ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior colocou 112 novos estudantes nos cursos de licenciatura do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), de acordo com os resultados relativos ao ano letivo 2026/2027. Os dados mostram uma procura desigual entre as diferentes formações, com 164 vagas a sobrar após esta fase.
Os números resultam da análise dos 17 cursos do IPT abrangidos pelo concurso nacional, distribuídos pela Escola Superior de Gestão de Tomar, Escola Superior de Tecnologia de Tomar e Escola Superior de Tecnologia de Abrantes.
Na primeira fase, tinham sido colocados 237 estudantes, pelo que a segunda fase acrescentou mais 112 colocações. No conjunto das duas fases, são assim 349 colocações nos cursos analisados.
Os resultados oficiais da primeira fase, divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), mostram que o IPT tinha inicialmente 479 vagas nos 17 cursos considerados.
Gestão de Empresas lidera colocações na segunda fase
O curso com maior número de colocações na segunda fase foi Gestão de Empresas, com 31 alunos colocados. Seguiram-se Design e Tecnologia das Artes Gráficas, com 23 colocações, e Contabilidade, com cinco.
Também Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional registou uma procura relevante na segunda fase, com 13 colocações, depois das 30 verificadas na primeira.
Engenharia Informática continua entre os cursos com maior número de vagas
Apesar de ter registado seis colocações na segunda fase, Engenharia Informática mantém uma das maiores bolsas de vagas disponíveis no IPT. Das 47 vagas colocadas a concurso nesta fase, 40 ficaram sobrantes.
Na primeira fase, o curso tinha colocado 14 estudantes e deixado 46 vagas disponíveis para a segunda fase.
A evolução contrasta com os anos anteriores. Segundo os dados estatísticos da DGES, Engenharia Informática registou 50 colocações na primeira fase de 2023, 28 em 2024 e oito em 2025; na segunda fase foram 17, 23 e oito, respetivamente.
Cursos sem colocações na segunda fase
No extremo oposto, quatro cursos não registaram qualquer colocação nesta segunda fase: Engenharia Mecânica, Informática e Tecnologias Multimédia, Computação e Logística e Comunicação Social: Jornalismo e Comunicação Empresarial.
Nestes casos, é importante distinguir número de colocações de procura efetiva: zero colocados não significa necessariamente ausência de candidatos, uma vez que a colocação depende das opções dos candidatos, das vagas disponíveis e das respetivas notas de candidatura.
Na primeira fase, Comunicação Social: Jornalismo e Comunicação Empresarial tinha colocado 25 estudantes, enquanto Cinema e Média Digitais tinha preenchido as 18 vagas então disponíveis.
164 vagas continuam disponíveis
Um dos dados mais expressivos da segunda fase é o número de vagas sobrantes: 164.
Entre os cursos com mais lugares ainda disponíveis encontram-se:
- Engenharia Informática: 40 vagas;
- Design e Tecnologia das Artes Gráficas: nenhuma;
- Gestão da Edificação e Obras: 16;
- Informática e Tecnologias Multimédia: 22;
- Engenharia Eletrotécnica e de Computadores: 22;
- Engenharia Civil: 4;
- Tecnologia Química: 11;
- Computação e Logística: 16;
- Engenharia Mecânica: 16;
- Gestão de Empresas: nenhuma;
- Turismo e Gestão do Património Cultural: 12.
A lista oficial da DGES confirma, por exemplo, 30 vagas disponíveis para Gestão de Empresas, 11 para Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional e 18 para Turismo e Gestão do Património Cultural na segunda fase.
Uma realidade diferente da de anos anteriores
Os dados dos últimos anos mostram oscilações significativas na procura de vários cursos do IPT. Em Gestão de Empresas, por exemplo, foram registados 48 colocados na primeira fase de 2023, 45 em 2024 e apenas seis em 2025. Na segunda fase, os números foram 24, 21 e três, respetivamente.
Em Design e Tecnologia das Artes Gráficas, a tendência foi diferente: o curso teve 31 colocações na primeira fase de 2023, 46 em 2024 e 45 em 2025. Na segunda fase registou 19, oito e seis colocações nesses três anos.
Os resultados de 2026 mostram, neste curso, 23 colocações logo na segunda fase, depois das 31 da primeira, aproximando o número de colocados das 45 vagas inicialmente previstas para o ano letivo.
Procura continua repartida entre gestão e áreas tecnológicas
Os resultados de 2026 revelam, assim, duas realidades dentro do IPT. Por um lado, cursos como Gestão de Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Design e Tecnologia das Artes Gráficas e Contabilidade conseguiram captar um número significativo de estudantes na segunda fase. Por outro, várias licenciaturas das áreas de engenharia, informática e tecnologia continuam com um volume considerável de lugares por preencher.
A segunda fase não encerra, contudo, todo o processo de acesso ao ensino superior. As vagas que permanecem disponíveis são divulgadas pela DGES e podem ser consideradas nas fases subsequentes do Concurso Nacional de Acesso, de acordo com as regras e calendários definidos para 2026.
Colocações no IPT – 2ª fase

Lista completa de colocações na 2ª fase aqui
A nível nacional:
Mais de 9 mil alunos colocados na 2.ª fase do ensino superior, mas ainda sobram milhares de vagas
A segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior colocou 9116 alunos, mais 292 do que em 2025, mas voltou a evidenciar as dificuldades das instituições do interior em atrair candidatos
Mais de nove mil alunos ficaram colocados numa instituição de ensino superior na segunda fase do concurso nacional de acesso, tendo sobrado 4069 vagas, a maioria no interior do país, segundo dados do Ministério da Educação.
Tal como na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), em que ficaram colocados mais alunos do que no ano passado, também na 2.ª fase se registou um aumento do número de estudantes colocados: conseguiram vaga 9116 alunos, mais 292 do que em 2025.
As instituições disponibilizaram cerca de 13 mil lugares, mas ficaram por ocupar 4069, sendo a grande maioria (76,3%) em formações oferecidas por institutos politécnicos e em instituições do interior do país, segundo os dados da tutela.
Em comparação com o ano passado, ficaram agora muito menos vagas por ocupar, tanto nas universidades como nos politécnicos, registando-se nesta 2.ª fase uma taxa de ocupação de 83% e 59%, respetivamente.
Enquanto 871 cursos preencheram todas as vagas disponibilizadas, 52 não colocaram qualquer aluno.
Olhando para o mapa, as escolas do interior do país voltam a registar menor procura. Nestas instituições concentram-se 60% das vagas que ficaram por preencher, apesar de representarem 36,1% de todas as vagas disponibilizadas.
Já o litoral continua a atrair mais candidatos, destacando-se Lisboa e Porto, com taxas de ocupação superiores a 95%, e Aveiro, com 88%. Em contraste, nas instituições de Bragança, Beja e Viseu, mais de metade das vagas ficou por preencher.
A maioria das vagas sobrantes encontra-se nos institutos politécnicos, mas também ficaram por ocupar mais de 100 lugares nas universidades da Beira Interior, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Entre as instituições com mais lugares por preencher, destaca-se o Instituto Politécnico de Bragança, com 885 vagas, o de Castelo Branco, com 308, e o de Viseu, com 307.
Apenas o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril tiveram todas as vagas ocupadas.
Quanto às áreas de estudo, os cursos de Direito, Jornalismo e Informação e Serviços de Transporte são os únicos com todas as vagas preenchidas.
Os alunos têm entre 1 e 3 de outubro para fazer a matrícula e inscrição nas instituições em que foram colocados.
Os estudantes podem também concorrer à 3ª fase do concurso, que se realiza entre 10 e 12 de outubro através do site da Direção-geral do Ensino Superior.
Este ano, os problemas com a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário atrasaram a divulgação das notas dos alunos e obrigaram a recalcular milhares de notas e a responder a um número inusitado de pedidos de reapreciação de provas. Nesta sequência, a tutela criou uma época extraordinária de exames.
Os alunos que fizeram provas em setembro, na época especial, puderam concorrer à 2ª fase do concurso com os resultados da época especial.
Apesar dos problemas, na 1ª fase do CNAES foram colocados 49.991 estudantes, um número próximo da média habitual dos últimos anos, que só foi quebrado no ano passado, quando pouco mais de 43 mil alunos conseguiram uma vaga numa instituição de ensino superior.
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